Quinta-feira, Outubro 19, 2006
Tiradinha do sábado de sol
A gente estava no carro, levando a Jasmim para o banho, num desses sábados de manhã, que são tão bons.
Du e eu conversávamos, mas a gente parou tudo quando ouvimos esse comentário, ao passar por uma das secretarias da prefeitura da cidade:
- É aqui que o pai da Vitória da Escolinha trabalha. - a Sofia falou.
- Onde? - pergunta a Marina.
- Ali ó, na casa branca, Nina.
- Casa Branca?!! Nossa! E ele, por acaso é presidente, é?
posted by Ale
6:16 PM
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Sábado, Outubro 14, 2006
Passado o tempo do carrossel
Ontem à tardinha, fomos na Oktoberfest, festa típica alemã aqui da cidade. Tomamos um café colonial e acabamos arrastados por duas meninas muito ansiosas para o parque de diversões. Elas logo viram um brinquedo com baleias, uma espécie de carrossel. - "Eu quero nas baleinhas!" - gritavam. Sabíamos que era muito infantil para elas, mas e quem pode saber realmente o que é infantil para uma criança de seis anos? De ingressos comprados, subiram nas baleias. Felizes, deram a primeira volta. E mais uma. Começaram a achar aquilo muito chato. Só as duas estavam no brinquedo, o operador da máquina chegou a parar o brinquedo para a gente tirar uma foto, foi até engraçado. - "Mãe, me tira daqui." - a Sofia pediu. Pedi para o moço parar e saímos de lá. - "Olha lá, um carrossel! Eu quero nesse, eu quero nesse!" Subiram nos cavalos. A gente não iria palpitar, dizer que elas não iriam achar a menor graça de novo, porque elas amam o carrossel, sempre amaram. Trouxemos até uma caixinha de música com carrossel da Itália para elas. A Marina e a Sofia só não tinham se dado conta que elas cresceram e o carrossel, não. Aqueles cavalinhos andavam devagar, rodavam, no mesmo ritmo e as carinhas de tédio voltaram. A cada volta, uma carinha mais chateada. Dessa vez, nada de pedir para "o moço parar". O brinquedo estava cheio de crianças de dois e três anos, divertindo-se, como elas curtiam, até pouco tempo.
Passado o tempo do carrossel, desceram do brinquedo com carinha de quem não sabia mais se era criancinha pequena ou maiorzinha. De quem não se identificava mais com o brinquedo, não entendia o que era agora. Mas que compreendia que tinha crescido e que não cabia mais ali. O Du também estava assim, meio melancólico. Ele, inclusive, acordou no outro dia com aperto no peito e tudo. Sei que foi isso. Eu, um pouco mais preparada, mas também sentindo tudo isso, me apertei mesmo foi quando elas quiseram andar conosco num outro brinquedo, um negócio que tinha botões para levantar e baixar, onde, num meio de um surto, eu pedi, pelo amor de Deus, que a Marina não apertasse o botão e aumentasse a altura, porque senão eu é que gritaria "Moooço, eu quero descer! " É, está aqui outra que sentiu que ali também não era o seu lugar. Apesar de eu ter crescido bastante, confesso que aquele brinquedo era muito grande para mim.
posted by Ale
9:34 PM
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