Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Trilha sonora

As duas comendo uma laranja de umbigo, divida em duas partes, enquanto cantavam:
- As metades da laranja...

Hehehe, achei uma gracinha as minhas almas "gêmeas".

posted by Ale
1:48 PM
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Terça-feira, Setembro 27, 2005

Aqui como na China

A Sofia me contou, na volta da escolinha, que no aniversário da coleguinha, naquela tarde, tinha um docinho "meio branco e meio preto":
- Era gostoso, filhinha?
- Era, sim. E eu chamei ele de negrinho yin-yang.

Dá para notar que elas andam assistindo muito ao filme da heroína chinesa, a Mulan. Não dá?

posted by Ale
4:55 PM
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Terça-feira, Setembro 20, 2005

Roda de amigos

Eu gosto demais de visitar meus pais, minhas irmãs, meus amigos. Adoro receber visitas em casa também. Só que existe uma peculiaridade presente nesses encontros, bem característica aqui do Sul: o chimarrão.
Basta alguém chegar, que já vamos para a cozinha, colocar água para esquentar - só até chiar - e ir emborcando a cuia com a erva, com a água ainda morna, para não queimar o amargo. Depois, é só tomar o primeiro que é meio morno e muitos cospem fora - dizem as lendas, que é costume indígena para se livrar de algum provável feitiço - e começar a roda.
A bebida, que é ícone de hospitalidade, normalmente é acompanhada de cuca, rapadura, pinhão ou biscoitos.
Só que o mais gostoso é o que acontece nessas rodas de chimarrão: conversas, risos, união. Um círculo que demarca a amizade.
Foi por isso que vibrei tanto quando o Du começou a me acompanhar nos chimarrões dos domingos, quando, muitas vezes, tomava sozinha. Sim, porque muitos gaúchos não tomam mate e devemos respeitar isso.
A verdade é que essa vontade dele em me acompanhar resultou em mais tempo de conversa para nós dois, mais convívio ainda, mais cumplicidade que já tínhamos. A gente se prepara para tomar mate, colhe o chá no canteiro de ervas e sentamos, normalmente longe da tv, no jardim ou nos fundos de casa. Momentos importantes para a gente que passa o dia correndo.
Por isso, que, há um bom tempo atrás, quando eu pensava em ter filhos e imaginava como seria a minha relação com eles depois de adultos, sempre desejava baixinho: ai, tomara que meus filhos tomem chimarrão comigo.

posted by Ale
10:34 AM
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Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Uma cachorrinha com visão I

Sim, sim, sim, eu sei: estava procurando sarna para me coçar. E achei.
Ela é lindinha. Há meses que queria um filhotinho de cachorro lá para casa.
Du e eu fizemos uma surpresa para a Marina e a Sofia e finalmente compramos uma cadelinha lhasa, enquanto elas estavam em Arroio do Tigre.
O nome foi escolhido na viagem no domingo de manhã, enquanto íamos buscá-las na casa da vó.
Cristal, Ísis, Agatha, Atena, ...Foi então que eu lembrei de um nome que simplesmente adoro e, claro, estava bem disposta a colocar no pobre bichinho. A cachorrinha vomitou na mesma hora. Bem em cima de mim. Talvez até eu merecesse por ter sugerido esse nome. Ok, desisti. Sinais, sinais.
Por fim, pensei que o nome deveria ser um resuminho dela: doce, querida e ...cheirosa, de preferência.
Jasmim foi o nome escolhido.

Uma cachorrinha com visão II

O mais engraçado é que a Sofia e a Marina olharam bem para a carinha da cadelinha e ficaram estranhas.
As duas, ao mesmo tempo.
- Ué, que foi, gurias? - eu perguntei.
- Mãe, tem que devolver ela.
- Por quê, filhinha?
- Olha só: ela não tem olhos!

posted by Ale
5:24 PM
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Quinta-feira, Setembro 08, 2005

Saudade mais rápida do mundo

As pequenas ficarão uns dias com a vovó delas. Farão mini-férias lá.
Ontem, no feriado, arrumamos as mochilas delas e fomos para a casa da vovó, que fica a 120 km daqui.
Elas estavam super animadas. Chegaram e correram, ansiosas e felizes, para contar ao vovô e à vovó que poderiam finalmente dormir algumas "luas" ali com eles.
Então, a Sofia e a Marina ajudaram a vovó fazer "corujas" (pãezinhos de polvilho azedo assados no forninho, hum). Depois, as duas, vovó e eu fomos no jardim pegar mudas de íris e elas ajudaram a colher na horta o chá para o chimarrão.
Foi então que a Nina e a Sô começaram a pressentir que a hora da separação estava chegando e começaram a se revezar no colo do Du e no meu também. Não desgrudavam um minuto da gente.
Levantamos e iniciamos as despedidas. Então, elas pediram que esperássemos. Rapidinho, cada uma fez um desenho da nossa família e pediram, então, que levássemos, para lembrar delas.(!)
Foram até o portão e nos deram mil beijos e abraços. No momento em que os vovôs e as filhotinhas estavam entrando novamente em casa, a Nina desata a correr, voltando para o portão, gritando: "Eu te amo, eu te amo!", seguida da Sofia.
Puxa, isso me apertou o coração.
E, a esta altura, não deve ser nenhuma novidade para vocês que, na primeira curva da estrada, eu já havia morrido de saudades das minhas duas amadinhas, não é?

posted by Ale
10:12 PM
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