Quarta-feira, Agosto 31, 2005

O toque de Ninas

Sofia, Marina e eu brincávamos embaixo do caramanchão da vovó Ia. Eu contava a história do rei Midas para elas.
Vocês sabem qual é, né?O rei ambicioso que queria transformar tudo o que tocasse em ouro e que acabou tendo o seu desejo satisfeito.
A parte mais engraçada para as pequenas foi quando o rei, depois de se deleitar tocando (e transformando) todos os objetos que vira pela frente, sentiu fome e começou a ter dificuldades com os alimentos.
"...E ele pegava uma maçã e...plum! Ela se transformava em ouro! Pegava uma coxa de galinha e, mesma coisa,...plum! De ouro, a coxa ficava. E aí, nhac, aaaaiii, era muito dura para se morder. Pegava um cacho de uvas e..." E assim, continuava a luta de Midas para sobreviver com o dom que lhe fora concedido. Isso até a história se encerrar com o rei arrependido e conseguindo, finalmente, livrar-se do terrível desejo que tivera.
As duas riram muito da história. Adoraram.
Naquele mesmo dia, antes de dormir, a Nina me chamou na cama e pediu:
- Mãe, conta aquela história do rei CoMIDAS?
Hahaha, mas que interpretação deliciosa, não é?

posted by Ale
11:07 AM
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Quarta-feira, Agosto 17, 2005

E quem cuida dele?

O pai de gêmeas levantou-se da mesa imediatamente após o almoço e, em cada uma, fez sua despedida com um beijo na bochecha.

- Vou para o escritório, papai está cheio de trabalho - ele justificou a pressa e a falta de alongar seu tempo ali, para conversar comigo e as filhinhas.

A Marina, então, franzindo os olhos e enrugando o nariz, ralha com ele:

- Vai assim mesmo, papai, sem nem escovar os dentes?

posted by Ale
4:09 PM
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Quarta-feira, Agosto 10, 2005

Um pouquinho desse pai


Ele é um homem especial: calmo, paciente, leonino, teimoso (teimoso e leonino....seriam sinônimos?) e com um enorme coração. É, eu sempre fui muito ligada ao meu pai.
Me lembro de estar no colo dele com freqüência. Nessas lembranças infantis, vejo ele como o homem mais alto e mais forte do mundo, porque sempre me carregava quando eu estava cansada. Quando ele me levantava, eu me sentia lá no céu.
Meu pai até hoje tem um jeito peculiar de fazer carinho na minha cabeça ( e das minhas irmãs, eu acho) que me afofa todo cabelo.
Ele sempre me chamava de "Branca" quando eu era criança. O responsável pelo apelido era o meu cabelo: loiro, cor de algodão. Eu insistia que me chamasse de Cota, queria que meu nome fosse Maricota, mas, não. Ele me chamava de Branca e, não fosse a mãe cortar o embalo, até hoje muita gente na minha pequena cidade natal estaria me chamando do apelido. (Confesso que acho um amor, quando, até hoje, escapa um "Branca").
Das lembranças especiais, a mais sensacional era aquela das manhãs de domingo: o pai fazia um parque de diversões com a gente. Na época, eram 3 filhas (mais tarde, nasceu a caçula) e ele colocava cada uma nas costas e corria pela casa, com as outras filhas correndo atrás. Depois segurava cada uma e embalava, fazendo os barulhos da montanha russa. Assustava a gente, como no trem-fantasma. Só que era bem mais divertido que um parque. Era cheio de amor e risadas.
E amor não nos faltou. Nem limites, nem valores. Muito disso foi graças a ele.
E, agora, no momento que revelo esse pedacinho da minha infância e vejo a sua figura tão presente e tão importante nela, não posso deixar de desejar, para cada criança, morando com seu pai ou não, que possa ter uma figura paterna um pouquinho assim, desse jeitinho, como eu tive, como eu tenho. Para que possa falar, daqui há algumas décadas, com orgulho do seu pai, certa de que ele também é parte importante dessa pessoa (espero que feliz) que ela se tornou.

posted by Ale
9:56 PM
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Terça-feira, Agosto 02, 2005

Friozinho na barriga

- Mãe, hoje é meu último dia com 4 anos?
- É, sim, filhinha.
- Êêêêêê....Tô adorando fazer aniversário amanhã.

Ale, mãe de duas menininhas com quase-cinco, emocionada por amanhã.

posted by Ale
5:10 PM
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