Sábado, Setembro 25, 2004
Atendimento Vip
As meninas foram hoje de manhã comigo no salão, onde fui fazer as unhas.
Brincaram com a cabelereira e a manicure, se distraíram com uma joaninha que encontraram na calçada, correram uma atrás da outra pelo lugar sem que ninguém fizesse cara feia.
Depois que as minhas unhas estavam prontas, a bondosa Jane pintou também as unhas das duas menininhas que estavam ansiosas por isso. Além de ganharem unhas pintadas, ainda tiveram florzinhas desenhadas nelas. Agradeceram e saíram pulando do salão, com as mãos retas e imóveis para não estragar.
Fomos almoçar. Na entrada do restaurante, os garçons já cumprimentam as duas e confessaram que nunca sabem quem é quem, entre risadas.
Mal sentamos e já é colocada na mesa a fanta laranja servida em dois copinhos, cada copo com seu respectivo canudo, um rosa e um azul. Nem precisamos pedir.
Só estou mencionando a nossa manhã de hoje, mas já dá para ter uma idéia do que quero dizer: morar em cidade pequena também é uma delícia.
posted by Ale
3:29 PM
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Segunda-feira, Setembro 20, 2004
Naquela praça
Aproveitamos e feriadão gaúcho e visitamos os meus pais na pequena e tranqüila cidade do interior chamada Arroio do Tigre.
No sábado à tardinha, vovô Leston nos acompanhou ao campinho.
Com uma bola azul e uma rosa embaixo do braço, jogamos bobo e futebol.
Senti uma nostálgica canseira, uma dor nas pernas típica do tempo que a gente era criança, com cheiro de suor, terra e grama.
As gurias deslizaram na grama e ficaram com as calças jeans esverdeadas. Subiram nas árvores. Jantaram a deliciosa comida da vovó Neusa, ouvindo as cigarras e dormiram como anjos.
No domingo, pela manhã,com o sol ainda pouco intenso, o nosso destino foi a praça.
Elas correram em direção aos brinquedos e pude constatar que elas têm treinado na Escolinha.
Subiram com tanta desenvoltura nos balanços, impulsionavam, corriam para as gangorras, iam ao macaquinho,
enfim, como a praça da pequena Arroio do Tigre era só nossa naquele preguiçoso domingo de manhã,
como elas estavam super maduras para aqueles brinquedos, eu relaxei.
Que diferença de um tempinho atrás, quando necessitavam de ajuda para subir e que se ficasse ao lado para amparar qualquer deslize.
Sentei na grama, observei as duas brincarem e, vez ou outra, virem se jogar em cima de mim ali.
Como é boa essa sensação, como eu ansiava por isso.
Eu até poderia ter levado um chimarrão. Poderia até conversar com uma amiga enquanto elas se divertiam.
Sim, que maravilha, chegou a minha hora de sentar na praça.
posted by Ale
7:00 PM
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Terça-feira, Setembro 14, 2004
Filhos só dão alegrias
O que não fazem essas crianças com as mães?
Por causa da maternidade, busquei informações na internet, conheci grupos e blogs maravilhosos.
Querendo ser uma boa mãe, trocamos idéias, experiências, corujices das pequenas.
Me senti mais segura, madura e compreendida.
E, entre fraldas, choros e mamadeiras, fiz muitas amigas especiais.
De todas as minhas amizades da web, têm duas que hoje já são um pouquinho diferentes.
Não por ter deixado de ser amizade virtual, porque nenhuma delas é.
A diferença é que essas duas eu já abracei forte.
Um beijo, Luiza. Um beijo, Nina.
Adorei esse nosso contato off-line. :)
posted by Ale
11:02 AM
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Quarta-feira, Setembro 08, 2004
Chá de riso
Mãe, me limpa que eu derramei chá - a Marina pede com os fundilhos da calça molhados.
Chá, filha? Mas, como? Você sentou em cima? - eu e o Dudu nos olhamos intrigados com a localização do líquido.
Derramei, mãe. Quero trocar, veeeem logo! - e já vai subindo as escadas, impaciente.
Troquei e limpei a menina.
Ela desce as escadas com a roupinha seca, faceira. Eu desço atrás, carregando as peças molhadas e com aquele cheiro típico de fralda.
O Eduardo está curioso lá embaixo e me olha, perguntando, afinal o que era.
Era xaxá - eu digo entre risadas.
posted by Ale
2:51 PM
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Domingo, Setembro 05, 2004
Papo íntimo
(Falando no banheiro sobre os homens)
Papo feminino em direção ao banheiro. Entrávamos nós três, Sofia, Marina e eu no toilete do restaurante Riverside´s.
Elas vinham tagarelando desde a plaquinha da entrada, onde tinha o desenho de uma garota de vestido,
que aquele era o banheiro de meninas, que ali garotos não entrava, blá, blá, blá.
- Mas, filha, se o menino for pequeninho e vier com a mamãe dele, pode vir aqui, sim
-eu esclareci, enquanto desviávamos da porta fechada e entrávamos no banheiro disponível.
Eis que o outro lado se pronuncia:
- É, mas quando os meninos estão com os papais, eles podem ir no banheiro dos homens.
- falou uma vozinha de garoto, do banheiro ao lado. - Eu não gosto de banheiro de mulher, mãe.
Todas rimos, inclusive a mãe do garoto.
- Mãe, tem um guri aqui do lado - Nina teve que comentar, pois estava espantada.
E o próprio respondeu:
- Guri, nada. Aqui quem fala é o Homem-aranha.
Só nos resta compreender o lado masculino:
se freqüentar o banheiro das meninas contra a vontade às vezes é obrigatório,
então que seja, no mínimo, disfarçado com uma identidade secreta, não é?
posted by Ale
10:15 PM
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Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Plantão Noturno
Nas últimas noites, tenho tido deliciosas surpresas advindas do cômodo ao lado.
Muitas vezes, acordei com um barulhinho de uma certa textura friccionando o chão.
Enquanto me afasto do mundo dos sonhos, reconheço o arrastar da borrachinha da sola do tip top,
o pijama de soft quentinho que salva essa mãe de acordar a cada 15 minutos no frio do inverno.
Então, os passinhos param, quando chegam ao destino. Em poucos segundos, escuto um "mãe! mãããe, acorda."
Olho para o lado e me aguardam bracinhos abertos, um rostinho sonolento e dois olhinhos quase fechando.
"Vem na minha cama?" é o convite que recebo. E vou para o quarto delas, dormir na que é chamada
carinhosamente de "cama de ponta" (parece ser uma alusão à faca de ponta, objeto de desejo delas e grande ícone de ser "grande")
Outro dia, cumprindo a doce-insone tarefa de colocar o edredon durante a madrugada, percebo que a Nina não está na cama dela.
Olho, na penumbra, para a caminha da Sô e a surpresa é ver que a Marina, durante a noite, se aninhou lá.
Para completar, a pequena ainda tomou praticamente todo espaço da irmã,
que tentou se acomodar num cantinho da própria cama. Volto para o quarto com um sorriso
enquanto ando naquele imaginário trilho fundo que as mães fazem no caminho entre o seu quarto e o dos filhos,
encantada com a cena das minhas duas filhotinhas quentinhas ali na cama.
Ontem, cerca de 4 horas da manhã, encontrei pela segunda vez a cama da Marina vazia.
Deveria estar na cama da Sofia, mas não estava. O susto me despertou de vez.
Fiquei imaginando, já apavorada, que ela poderia ter andado por aí, descido a escadaria,
meio dormindo batido nos móveis. E eu não ouvi nada, nada. Como é que pode? Meu Deus, onde ela está?
O pensamento voltou do céu ao chão e foi lá que vi a pequena dormindo.
Pelo jeito, caíra da cama e, cansada como estava, resolvera adormecer lá mesmo.
O bom foi que tivéramos o cuidado de colocar dois colchões ao lado das camas,
para qualquer eventualidade e era num desses colchões que ela estava.
É, a gente também não dormiu em serviço, ainda bem.
posted by Ale
9:43 PM
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