Terça-feira, Junho 29, 2004
Enquanto você dormia
Sabe o que é, mãe, é que eu tenho medo de que uma pense que eu amo mais a outra. Tenho medo de parecer que estou discriminando ou preferindo.
Receio que uma possa ser mais apegada a mim e a outra se afaste em função disso.
Quero que elas saibam que eu amo as duas, da mesma forma, mesmo que um dia eu pareça ter mais afinidade com uma delas.
- Então, fala o que tu sentes enquanto elas dormem. É nessa hora que elas vão te entender melhor, porque elas ainda têm poucos meses, são apenas bebês.
E foi com essa preocupação e esse conselho da minha mãe que eu aprendi a expressar meus sentimentos desde cedo, durante os sonhos da Sofia e da Marina.
Forma sutil e delicada de diálogo, nem parece o caminho que acabou se revelando: um atalho muito curto até o coração.
posted by Ale
9:51 PM
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Segunda-feira, Junho 28, 2004
Pesquisa de Recall
- Mãe, isso aqui não é Moça Flakes. - reclama a Marina, enquanto abre o novo cereal.
- Como não?
- Não veio morango aqui dentro.
- Eu quero aquele shampoo. - pede a Sofia, enquanto assiste a propaganda no Discovery Kids.
- Por quê, filhinha?
- É que quando a gente usa, aparecem os peixinhos, a baleia, o jacaré...
E, mais uma vez, eu volto do super com o achocolatado do Bob Esponja, a salsicha do Scooby e , de quebra, quatro caixas de cereais, que vêm com um relógio feio do Shrek.
Pois bem, amigos, está comprovado que a propaganda funciona.
(Mas, bem que ela podia dar um intervalo para a gente de vez em quando)
posted by Ale
11:06 PM
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Mãe doida
Neste ano, não estou correndo tão ansiosa em função do aniversário da Sofia e da Marina. Aliás, ainda não consegui me estressar com os preparativos, uma verdadeira novidade.
Acho que, depois de três festas, já virei veterana. Ou desmemoriada mesmo, afinal me dei conta há poucos dias que falta um pouco mais de um mês para o dia da festa.
Comecei a correr.
Bem, o clube eu já havia reservado em fevereiro.
Liguei rapidamente para a empresa de decorações e marquei a reunião para falar do tema. Não curto muito as decorações prontas e normalmente busco caminhos paralelos. Reservei espaço na agenda dessa empresa. Ótimo.
Já tenho a minha doceira. Com essa não tem problema, ufa.
E...o fotógrafo! Meu Deus, a agenda dele já deve estar lotada a esta altura.
Preciso marcar com ele urgente, porque, além de fotos muito interessantes, ele faz uma edição primorosa no vídeo.
Liguei. Perguntei se ele já tinha compromisso para aquele dia e hora. Ele falou que sim. Eu gelei, quase espraguejei, me contive.
Ele disse: Está reservado para a festinha de 4 aninhos das tuas filhas, Alessandra. Você já me ligou, acho que foi em fevereiro.
Ui.
Doida, mas até que bem eficiente, né?
posted by Ale
4:46 PM
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Sexta-feira, Junho 25, 2004
Coisas para brincar sem brinquedo
( ou ganhando tempo)
Uma ajuda para as filas, as salas de espera, jantares e almoços de adultos, enfim, onde você estiver com seus filhos e precisar inventar um brinquedo de improviso.
Abaixo listei alguns que as meninas têm gostado, olha que fáceis:
-- Com o auxílio de revistas: brincar de ser a ilustração que cai na página do seu lado. Rende boas gargalhadas.
- Lembrando de levar caneta e papel na bolsa: brincar de "o que é, o que é", começa um desenho e a criança vai adivinhando. Ou conta uma historinha através de desenhos (tem até um post sobre isso aqui).
- Esquecendo todo e qualquer acessório e contando só com a memória: cantar músicas com determinado tema. Cada um escolhe o tema e o outro tem que cantar. Vale inventar música, só não vale repetir. Ou ainda, completar a música ou o versinho. Ah, vale errar.
- Quando, além de esquecer os acessórios, você não quer pagar o mico de cantar em público, você pode desenhar o rosto. É fácil: contorne com seus dedos a boquinha do filhote, os olhinhos, o narizinho. Depois é só "pintar" na imaginação e preencher com carinho todos os espaços. Ou brincar de adivinhar o desenho. Você desenha de forma imaginária com os dedos no pequeno, pode ser nas costas ou no rosto, na mão, etc e ele tem que adivinhar.
E dá para aproveitar e encher ele de carinho.
Desse jeito, a gente consegue ganhar um belo tempinho com o filhote, não é mesmo?
Tempo no sentido de estender a paciência da criança para que continue ali e também na forma de ter um momento legal de trocar carinho e brincar, coisas tão fundamentais para mãe/pai e filho.
posted by Ale
1:48 PM
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Quarta-feira, Junho 23, 2004
Flores de Inverno
A Marina ontem me mostrou várias plantas que estão com botões.
Ela está de olho, só esperando abrir. E, quando as moréias e kalanchoes desabrocharem, ela vai me chamar e, vamos lá, ver a beleza do nosso jardim.
Essa é a minha pequeninha, como toda criança, nos ensinando que não precisamos esperar a primavera para apreciar as flores.
posted by Ale
11:36 AM
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Segunda-feira, Junho 21, 2004
Uma das melhores coisas que já li sobre irmãos. Para quem tem gêmeos, ou dois filhos ou mais. Ou ainda para quem tem um filho e está pensando no segundo.
Enfim, o artigo é de utilidade pública.
Está na Revista Crescer de junho.
Entre irmãos
Como evitar os erros de dar tratamento igual a filhos tão diferentes
Malu Echeverria
Quando recebeu a notícia de que ganharia uma segunda irmã, Catarina, de 8 anos, com lágrimas nos olhos, perguntou: 'Mas, mãe, você não sabia que um é pouco, dois é bom e três é demais?' A mãe, a publicitária Aparecida de Souza Cunha, sorriu. Aos poucos, convenceu a filha de que a chegada de Vitória, hoje com 8 meses, só traria alegrias. Mas a então caçula, Anna, de 6 anos, só festejou a notícia. 'A Catarina é mais sensível, talvez por isso tenha tido receio', explica a mãe. Como educar duas personalidades tão diferentes? Ao contrário do que pensam muitos pais, não é tratando-as da mesma maneira. Aparecida sabe bem disso. 'É importante destacar as qualidades de cada uma, prestando atenção às suas necessidades, que também são distintas', diz.
Para acertar
E é assim mesmo. Catarina é fera no tênis; Anna é boa em ginástica olímpica. A primeira aprendeu a ler rápido, mas a menor está com dificuldades na escola. 'Na última reunião de pais, a conversa com a professora da Anna foi mais longa do que com a da Catarina', conta a mãe. Por maior que seja a atenção, no entanto, nem sempre os pais acertam. Ao contrário do marido, Aparecida dá presentes iguais às meninas, a fim de evitar brigas. 'Se a cor é diferente, elas já reclamam', justifica. É possível listar alguns dos erros mais freqüentes que os pais cometem em relação à convivência entre irmãos. Veja adiante quais são eles. Mas não é preciso se culpar. Errar é humano, acontece nas melhores famílias e, sempre, com a melhor das boas intenções.
Fazer do mais velho babá
Um jeito de amenizar o ciúme do primogênito é incluí-lo nos cuidados com o recém-nascido, como pedir ajuda na hora do banho ou troca de fraldas, fazendo com que ele se sinta importante ao assumir responsabilidades de 'gente grande'. Mas, ainda que a diferença de idade seja considerável (acima de quatro anos), o mais velho não é obrigado a tomar conta do irmão, pois isso é tarefa dos pais ou de outros adultos.
Reforçar diferenças de idade
As crianças precisam entender que existem vantagens e desvantagens em todas as idades. Mas, se o mais velho for cobrado em excesso, é possível que ele pense que só há pontos negativos. Ao ser exigido de menos, o mais novo também é prejudicado pela superproteção da família. Cada conquista tem o seu tempo certo, por isso os pais não devem adiantá-las ou atrasá-las. Se o caçula, de 9 anos, quiser um celular e alegar que o irmão mais velho já tem o aparelho, não vale atender ao pedido em nome da igualdade. É importante que todos aprendam a esperar a sua vez.
Ignorar o ciúme
Perder o trono para o irmão caçula não é nada fácil. O primogênito chora, faz birra e, em alguns casos, até regride no desenvolvimento. Tudo por um único motivo: repartir os pais com o bebê. O ciúme permeia a relação entre irmãos, indo e voltando inúmeras vezes. Por isso o sentimento não deve ser ignorado. Converse com a criança, ajudando-a a expressar as emoções. Depois que o bebê crescer, também terá dificuldade em partilhar o amor dos pais com o irmão. Normal, na vida há perdas e ganhos. Seu filho vai se frustrar porque não é mais o rei da casa; em compensação, não tem mais de brincar sozinho.
Comparar
É quase inevitável fazer comparações entre os filhos. Mas isso pode gerar mais ciúme entre eles. Por isso, evite-as. Em vez de perguntar: 'Por que você não é organizado como seu irmão?', seja mais específico e diga: 'Gostaria que você arrumasse o quarto agora'.
Intrometer-se nas brigas
Se os filhos brigam o tempo inteiro e por qualquer coisa, não se preocupe. É normal. As disputas e competições fazem parte dessa convivência e são saudáveis. Elas têm também uma função educativa: as crianças aprendem a perder, a ganhar e a resolver os problemas sozinhas. Isso significa que quanto menos você atender aos pedidos de 'mãe, olha ele!', melhor. A interferência só é necessária quando a situação fica intolerável ou chega à agressão física. Mas aí é comum os pais tomarem partido de um dos lados, em geral o do mais 'fraco'. Caso não tenha certeza de quem é o culpado, dirija a bronca a todos. Também não penalize o mais velho com castigos maiores pela mesma desobediência dos irmãos menores. Em geral, os filhos costumam brigar com freqüência maior na presença dos pais, para chamar a atenção. Quando estão longe, a praxe é proteger uns aos outros: afinal, pertencem ao mesmo time.
Tratá-los igualmente
Engana-se quem acha que os filhos devem ser tratados da mesma forma. Não é o caso, logicamente, de agir como Beatriz, personagem de Débora Evelyn na novela Celebridade, que privilegiava o filho mais velho em qualquer situação. É preciso, porém, estar atento às necessidades das crianças, pois cada uma tem sua personalidade. Se uma delas é a primeira da classe, os pais não precisam sentir culpa em lhe dar menos atenção na tarefa de casa. O mesmo vale para itens materiais. Não é porque um precisa de um tênis novo que todos os filhos terão de ganhar o calçado também. E nada de dar presentes iguais. A atitude não diminui rivalidades. Mesmo que isso implique ouvir reclamações em casa, diversifique. Além de ensinar à criança a vantagem de ter dois brinquedos diferentes ao invés de dois iguais, é uma boa oportunidade para ela aprender a dividir.
Exigir que eles se amem
Dizer que odeia o irmão no meio de uma briga é frase que deixa os pais de cabelo em pé, mas não passa de uma forma impulsiva de a criança expressar ciúme. Resista a comentários do tipo 'não diga isso, ele é seu irmão!' O máximo a exigir entre as crianças é respeito mútuo. O afeto é um sentimento que não deve ser imposto pela família, tem de surgir naturalmente. E ele vem mesmo, tenha confiança. Saiba que as raivas passam e, por isso, os laços fraternos duram para o resto da vida.
Consultoria: Nise Britto, psicóloga, autora de Rivalidade Fraterna (Editora Ágora, 2002); Lidia Weber, psicóloga, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Ceres Araujo, terapeuta familiar, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
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1:29 PM
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Domingo, Junho 20, 2004
Beleza pura
A certeza que nossos esforços para que elas se sintam diferentes uma da outra,
pela identidade e individualidade da Marina e da Sofia estão dando certo, finalmente deu um importante sinal.
Noite dessas, a Marina me perguntou quem eu achava a mais bonita das duas.
Ai, que alegria, não dá para ficar indiferente a essa conquista :))))
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9:11 PM
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Sábado, Junho 19, 2004
Sofia, de sabedoria
Enquanto assistíamos o Barney, enroladas num edredon, a Sô me conta:
- O Vinicíus não quer que eu seja namorada do Pedro.
- Ah, é, por quê, filha?
- Ele quer que eu seja namorada dele.
- Ah.
- Não é só ele vir dizer que eu tenho que ser namorada dele, não. Eu é que tenho que escolher.
(Bem, acho que não sobrou nenhum comentário para a "adulta" aqui fazer.)
posted by Ale
10:24 PM
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Quinta-feira, Junho 17, 2004
Sossega, coração
Embora hoje eu saiba que ela teve os mesmos medos, dúvidas e inseguranças,
mesmo sabendo que ela também tateou muito, usou o instinto e o coração, a aprovação dela me valorizou demais.
Ouvir da minha mãe, na véspera do meu aniversário, que eu criei bem a Sofia e a Marina, que ensinei para elas o diálogo , que estimulei a sua criatividade com desenhos e livros me deixou com um nó na garganta.
Eu ainda argumentei que não tinha certeza de estar fazendo o melhor na educação delas, mas que era o melhor que eu sabia, que eu conseguia fazer.
E ela falou que o "meu melhor" era o melhor, sim. E que ela me admirava.
Nossa.
A sensação era que Deus tinha passado a mão na minha cabeça, porque para mim esse foi um aval divino.
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10:08 PM
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As meninas dos meus olhos
A Marina descobriu a américa.
Olha o que ela me disse, olhando no meu rosto, enquanto fazia caretas:
- Mãe, olha só, eu estou me vendo dentro dos teus olhos!
Dentro dos olhos, da cabeça e especialmente do coração, filha.

posted by Ale
11:39 AM
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Terça-feira, Junho 15, 2004
O destino dos pediatras
No sinal vermelho, localizo o pediatra da Sofia e da Marina. Ele me cumprimenta.
Eu não perco a oportunidade de pagar um king kong e
pergunto se é normal elas ainda estarem com febre, por causa da gripe.
Ele me explica tudinho. O sinal abre. Ele vai.
Eu fico ali, pensando que todos os pediatras vão para o céu, sem escalas, sem paradas.
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2:00 PM
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Quinta-feira, Junho 10, 2004
Jeitinho de Sofia
- Pai, eu quero ir no super primeiro- a Nina insiste.
- Está fechado, Nina, eu já disse. Vamos ter que ir primeiro na vó.
- Né, pai -ajuda a Sosô - que se, o super está fechado, não adianta nem "abra-te césamo", nem faca de ponta?
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10:53 PM
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Quarta-feira, Junho 09, 2004
Mostrando os dentes
A Marina e a Sofia foram ao dentista pela primeira vez no sábado.
Dias antes, eu havia conversado bastante sobre a profissão, falei que o vovô Leston também é dentista, comentei da importância de deixarmos o dentista examinar os nossos dentes.
Primeiro, o Eduardo e a Sofia entraram no consultório.
A Sosô foi super querida. Deixou a odontopediatra examinar e só pediu para segurar na mão do papai na hora de baixar a poltrona. Ganhou balão, desenho para pintar das Meninas Superpoderosas e uma escova de dentes novinha.
A Nina foi corajosa também.
A dentista examinou a boquinha, elogiou a limpeza e parou numas manchinhas nos dentinhos da frente. Comentou comigo sobre elas e eu lembrei na hora disso tudo:
A Marina, que sempre se preocupou com a higiene bucal, cuidando dos dentes, tinha que ouvir das coleguinhas que aquelas manchas eram cáries. Ela tinha voltado triste da escola um dia desses e eu expliquei que aquilo não era cárie e que eles haviam nascido com manchas.
Só que, apesar da Marina ter entendido a minha explicação, eu sabia que ela não gostava que as manchinhas estivessem lá, no meio do seu sorriso.
A Dra. Lisa confirmou a minha versão, acrescentando que o problema possivelmente foi ocasionado pelo antibiótico para a otite que achou a minha pequena com apenas 20 dias (!).
- Marina, você quer ter os dentinhos branquinhos ou deixar eles assim? - Dra. Lisa perguntou.
- Quero os dentinhos bem branquinhos - ela decidiu.
Convicta da sua decisão, ficou comportadíssima em todas as fases da restauração estética, inclusive na hora da broca.
Eu, nem cabia mais na sala de tanto orgulho, sentada ali ao lado, com a boca dolorida, de tanto sorrir.
E ela passou o final de semana de boquinha escancarada, mais linda que nunca e realizada, com aquele sorriso lindo que eu adoro ver.
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12:08 PM
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Sexta-feira, Junho 04, 2004
Nó na garganta
Gente, eu não mereço tudo isso, não. Sério.
Já segurei o choro, já chorei de vez, me emocionei muito.
Muito obrigada, de coração.
(olha só o meu presentão de aniversário aqui, e ainda tem os maravilhosos comentários, ai, ai )
posted by Ale
6:20 PM
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Quinta-feira, Junho 03, 2004
Amiga virtual?
Tô bamba de emoção. Acabei de receber um envelopinho, charmosésimo, com ilustrações da Anne Geddes.
Tá, o envelope é lindo, mas não foi exatamente ele que me deu essa taquicardia.
É que dentro dele tem uma cartinha tão, mas tão carinhosa, que diz o seguinte:
"Alê:
Não conheço com profundidade os significados do Tsuru.
Mas achei que o colorido, a delicadeza e a beleza combinam com você.
E sei que pretende atrair vibrações, pensamentos e energias positivas - tudo que te desejo! Espero que goste.
Saúde, sorte, paz, coragem - Tudo de bom!
Feliz Aniversário!
beijo grande da amiga digital,
Helena."
Quase consigo esquecer de dizer que veio junto um belo presente: um tsuru (com tulipas coloridas),
que vai deixar a minha casa chiquérrima e cheinha de ótimos fluídos.
Não só pelo que ele representa, mas pela intenção do presente.
Obrigada, obrigada, obrigada.
Ah, minha amiga secreta querida e amada, isso não se faz...muito obrigada, de coração.
O aniversário é domingo, mas eu me já sinto tão festejada :))
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2:32 PM
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Quarta-feira, Junho 02, 2004
Sobre aniversários, lembranças e mães que não podem ser monstros
Hoje elas tiveram aniversário de um coleguinha na escolinha. Estavam cheias de balões, com a carinha feliz de comer brigadeiro ( e uma torta de sorvete "bem geladinha" segundo elas) e, completando o quadro, um pacotinho azul violeta com laço verde cítrico nas mãos. O pacotinho era a lembrancinha do aniversário do Guilherme.
Elas abriram o belo embrulho, já em casa, e tiraram de dentro um livrinho.
Acho o máximo dar livros no lugar daquelas doçuras habituais. No ano passado, eu também havia providenciado livros como lembrança do aniversário da escolinha da Sofia e da Marina.
Lemos a historinha e então fomos brincar com o fofo do pacotinho. Aquele embrulho de bom gosto ironicamente virou máscara de monstro.
Uma das filhinhas colocava o papel no rosto e eu corria, junto com a irmã, amedrontada com a terrível criatura. As duas se revezavam no papel.
Até que a Sofia cansou, não queria mais ser o tal monstro na vez dela.
- Minha vez, minha vez. - eu me ofereci.
- Não, mãe, tu não. - elas nunca me deixam ser do mal. (logo eu, que adorava ser a bruxa dos teatros na infância)
- Ai, eu nunca posso ser o monstro - eu reclamo infantilmente e acabo convencendo.
- Tá, mas, então, nós vamos ser as filhinhas-monstrinhas, viu?
posted by Ale
10:14 PM
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Terça-feira, Junho 01, 2004
Um, dois, três...testando
Se você adora o quadro do Inmetro no Fantástico, não precisa esperar até domingo para ver os produtos que passaram ou não nesses exigentes testes. Acomode-se aí na poltrona e confira esses casos verídicos já apurados:
O controle de qualidade lá de casa acaba de descobrir que, puxar bem para trás, não estraga uma torre de batons.
Os óculos de sol também tiveram o privilégio de serem testados por esse exigente Inmetro caseiro. Pode acidentalmente pisar em cima ou jogar para o alto que não acontece nada.
Outros objetos de teste foram os meus perfumes. Eles podem tranqüilamente picar no balcão do banheiro por até três vezes que não quebram. Realmente um recorde.
Já o líquido do perfume da Florzinha é comprovado: se vai todo para o chão e para a manga da menina, no caso de ser virado bruscamente. A maior conseqüência é um choro inconsolável e um novo investimento na farmácia.
O aquecedor à óleo não deve ser usado como carrinho de cachorro-quente imaginário: existe uma leve tendência à estragar o comando principal.
Ah, outro resultado surpreendente: o batom da Natura tem uma fixação maravilhosa: pinturas além das fronteiras dos lábios demandam um bocado de tempo e um demaquilante poderoso para serem eliminadas.
Voltamos com mais resultados da nossa house de controle da qualidade a qualquer momento.
(Enquanto isso, vou até ali explicar para a Marina e a Sofia que é melhor elas pegarem outros brinquedos para brincar de vendinha. Os copos de cristal, não.)
posted by Ale
11:32 PM
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