Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004

Pequenos problemas, pequenas historinhas

Para lavar o cabelo no chuveiro "grande"

Lavar a cabeça no chuveirinho menor ou na banheira não é nada prático.
O shampoo não sai totalmente. E demora tempo demais, a criança começa a reclamar e
não quer mais deixar que lavem seus cabelos.
Então, agora aos 3 anos e meio, resolvi que estava mais do que na hora da Sofia e da
Marina usaremo chuveiro maior.
Só que elas não queriam, tinham medo daquele horror de água caindo.
Comecei o treinamento. Fui embaixo do "chuveirão". Mostrei que era uma delícia. Não adiantou.
Propus pegá-las no colo, uma por uma para mostrar. Adoraram, mas nada de deixar a água correr na cabeça.
Bem, desisti por ora. Aprendi que a gente deve ir aos poucos em tudo. Forçar só piora a situação.
No outro dia, tentei a estratégia baseada nos contos de fadas e tornei aquele lugar a legítima Cachoeira da Branca de Neve.
Aí, sim. As duas se animaram a tomar banho de cachoeira, imaginando estarmos num bosque com muitos passarinhos, esquilinhos e flores. Colocaram a cabecinha no chuveiro e não queriam mais tirar. Realmente era uma delícia a cachoeira da Branca de Neve.
O único porém é que a Branca de Neve nunca tomou banho de cachoeira. Aliás, nem sei se tem cachoeira no filme...Pequenos detalhes totalmente sem importância.

posted by Ale
9:20 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004

Gravidez de Gêmeos



Quando a gente fica grávida, tudo o que mais quer ver é a barriga crescer. Eu estava louca para ver a minha.E gritar para todo mundo: eu estou grávida de gêmeos!
Com quatro meses, só aparecia o que a minha irmã chamava de barriga de "melão" (pequena e redonda) .
Tive muitos enjôos nos primeiros meses, para isso, apelei para a receitinha caseira de chupar limão ou gelo. Cuidando com o sol, pois o limão pode manchar. Aliás, nunca esqueci o protetor solar para não ter manchas no rosto.
Comia a cada duas horas: frutas, iogurtes ou biscoitos leves. E nas refeições principais, nunca esquecia dos alimentos que continham ferro: feijão, lentilha, legumes de folhas escuras. Como acompanhamento, suco de laranja natural, para fixar bem a vitamina.
Bem, a minha barriga cresceu, cresceu, cresceu, cresceu muuuuuuuito.
E era pesada, mas durinha.
Os utrasons eram maravilhosos: meu contato visual máximo com meus bebês, que eram chamados pelos médicos pelas designações impessoais feto 1 e feto 2. Quando soubemos que eram duas meninas, já chamamos os bebês pelos nomes, que decidimos assim: a Sofia seria a maior e a Marina, a menor. Eu escolhi um nome e o meu marido o outro. Só havíamos combinado que seria um só nome. E curto, forte.
Sabia qual estava de cada lado e sempre conversava com cada uma separadamente. Dizia para elas: "Sabe, filhinha, que a mamãe te ama demais? Te ama tanto, e da mesma forma que a mamãe também ama a maninha." Queria muito que elas soubessem que nunca faria distinção no amor delas.
Também colocávamos músicas e o pai delas lia historinhas.
No segundo trimestre, que é quando passam os enjôos e a barriga ainda não está tão grande, aproveitei para fazer o enxoval e o quartinho, as sacolas para a maternidade e as lembrancinhas. Aproveitei e fiz o chá de fralda também.
Distingui as peças, imaginando que cada uma iria gostar disso ou daquilo. Um edredon com ursos menores e bolinhas para a Sofia, um edredon com ursos maiores e barrado azul marinho para a Marina. Uma roupinha de coelhos para a Marina, uma roupinha de gatinhos para a Marina. Cada coisa já tinha sua dona.
Um dia, a médica disse: "o ruim de gêmeos, é que você não sente os nenês mexerem". Claro que os bebês mexem:
eu sentia a Sofia praticamente se espreguiçar na minha barriga, sentia os movimentos da Marina, bem mais delicados. Porque isso tem relação com o tamanho do bebê, quanto maior, mais se sente os movimentos.
Todo dia de manhã, eu colocava as meias Sigvaris e tenho que admitir: não tive nenhuma estria.
Passava um óleo de amendôas que o Eduardo comprou, de nome muito sugestivo para mim e as pequenas: Paixão.
Dormir era um pouco difícil, me faltava o ar, e, para me virar, eu precisava de muito tempo. Acordava bastante para ir ao banheiro. Tinha muita câimbra noturna. Minha pressão foi nas alturas. Precisei fazer um controle bem rigoroso. Tive pré-eclâmpsia. Meus pés pareciam de elefante.
Mesmo assim, me sentia encantada, amada, realizada. Capaz de gerar duas criaturinhas, que não sabia porquê, mas tinham decidido vir juntinhas.
Com 36 semanas, em agosto de 2000, a minha pressão estava extrapolando e o médico decidiu me internar. Fiquei quatro dias no hospital, controlando a pressão. Até que foi decidido fazer o parto. Seria necessária uma cesárea.
Bem, eu estava ansiosa, nervosa, emocionada, com muito medo.
Mas, apesar de tudo, estava imensamente feliz, como eu nunca havia sido.

posted by Ale
11:27 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004

Viver é se divertir com os altos e baixos

Nem sei como contar. Espero me fazer entender com esse texto.
Toda vez que eu me lembro, me afrouxo de tanto rir.
Chega de mistério, a historinha é bem simples e, como sou mãe coruja
e bobona, posso estar exagerando no humor. Mas, enfim...
Estava a Sofia no banheiro, com um telefone de brinquedo na orelha:
- O quê? Não estou te ouvindo!! Fala mais alto!
Ahhh, agora tá alto! Agora tá baixo! Agora tá alto! Tá baixo, tá alto,
tá baixo, tá alto, tá..
O detalhe é que, enquanto a Sofia falava, simultaneamente ela subia e descia
da banqueta "de escovar os dentes.
HAHAHAHAHAHA, adorei.

posted by Ale
3:16 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004

Você acredita em piolhos?


Eu não coloco medo na Sofia e na Marina. Mas não deixo de alertá-las sobre os
riscos dos acidentes domésticos, do trânsito e de muitas outras coisas. Converso
como adulta, porém de um jeito fácil, que elas entendam.
Se por um lado eu sinalizo esses perigos, por outro, estou sempre as tranqüilizando
em relação aos medos infundados. Como aquela vez que a coleguinha disse que quem
pisava nos "riscos" (rejunte das calçadas) morria. Ou dos fantasmas, monstros e bruxas.
Na hora das lendas, eu digo que os monstros não existem, só nas estorinhas, para dar
mais emoção, para que o bem possa vencer o mal.
E elas entendem.
Ontem à noite, resolvi dar uma olhadinha no cabelinho delas, um check-up básico contra
os piolhos.
- Vem cá, Nina, que a mamãe que ver se tem piolho. Deita aqui, filha.
- Ah. - e deitou a cabecinha no meu colo. Então, levantou rapidamente e me olhou interrogativa
com narizinho franzido:
- Né, mãe, que nem existem piolhos, né?

Infelizmente, para que a Marina possa acreditar em piolhos, uma delas vai ter o bichinho
na cabeça alguma vez.
Cruzes. Era melhor que piolho fosse uma lêndea, ops...digo, uma lenda.

posted by Ale
11:19 AM
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Instinto de Proteção

Era um sábado e sábados são dias em que aproveitamos para sair, fazer
compras, ir à pracinha, brincar, brincar e brincar.
Aquele não era diferente. A Sofia já estava acomodada no banco traseiro
do carro e eu chamava a Marina para que entrasse também.
Mas ela continuava lá, parada na porta, olhar preocupado para dentro de casa,
onde estava o pai delas. Sentado no sofá, de costas para a porta, olhando tv,
alheio à preocupação da filhinha de três aninhos.
Chamei novamente para que pudéssemos sair. Ela olha por fim para ele e me
pergunta, no desejo de sair em paz:
- Mãe, né que os monstros não pegam gente grande?

posted by Ale
11:18 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004

Status dos beijinhos


- Cadê meu beijo? Cadê meu beijo, Nina?
E a Marina, que só dá beijos quando está a fim, achou logo a solução para aquela
cobrança:
- Agora não posso, pai, meus beijos estão dormindo.
...

- Vem cá, vem cá, pai!
- O que foi, Nina?
- Vem cá que um beijinho meu acordou.

posted by Ale
11:48 AM
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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004

Bela Adormecida Contemporânea

A Sofia ontem adaptou a história da Bela Adormecida para os nossos dias.
Diz ela:
- Sabe o que são as rocas? São as tomadas! Ali não dá para pôr o dedo
nunca, né?

(Criatividade com noção de perigo...me diz se não é para deixar essa mãe
mais bobona do que já é!)

posted by Ale
9:55 AM
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Domingo, Fevereiro 15, 2004

Dúvidas
Olha o diálogo que escutei ao passar pela Sofia e da Marina, enquanto elas brincavam no quarto:

- Sô, você me acha bonita, feia ou estranha?

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6:14 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Só o que faltava

Vocês que me conhecem sabem o que penso sobre gêmeos, sobre querer dizer que são iguais, coisa e tal.
Desculpa voltar ao assunto, isso já gerou polêmica aqui, eu sei.
Mas sabe quando você busca diferenças, disciplina todo mundo à sua volta para que não as tratem como as "gêmeas" e, sim, como a Sofia e a Marina, duas pessoas que têm personalidades diferentes, e uma coisa dessas acontece?
Não se preocupem. Nada de grave, não.
Só um comentário do pai delas que me deixou desanimada.

- Para que fazer foto 3 x 4 das duas? Faz de uma e usa para as duas!

Ai, é de cair os braços.

posted by Ale
12:22 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004

Eu quero mamãe

Lá estava eu, fazendo as duas dormirem na nossa cama. Ultimamente a hora do soninho
tem sido difícil. Acredito que ficamos muito juntinhas nas férias e agora, que o tempo
não é integral para as nossas brincadeiras, bate aquela carência. Ninguém quer dormir.
Tem chorinho para eu ir trabalhar. Tem chorinho na hora de ficar na Escolinha.

Bem, parecia que as duas finalmente haviam adormecido e eu, cansada, também cochilava.

Instantes depois, me dou conta que a Sofia está com o rosto em cima do meu e pergunta cara
a cara para se certificar:
- Mamãe, quando você acordar, você brinca comigo?

posted by Ale
12:31 PM
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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

Agressividade infantil

Dias atrás, falávamos sobre agressividade infantil no Mothern.
O papel da mãe e do pai na formação da criança levando em conta essa difícil questão. Reprimir ou estimular a agressividade natural dos pequenos?
Reprimir exageradamente significa gerar indivíduos sem iniciativa, passivos demais.
Por outro lado, pessoas sem limites e violentas podem se originar de uma educação que acentue a violência e a raiva.
Existem muitos estudos sobre o assunto, mas ainda existe muito chão pela frente até que se chegue a uma conclusão definitiva sobre o assunto.
Na minha opinião de leiga, ainda diria que o ideal é o bom senso. Regra geral na educação infantil e em tudo na vida. Só que às vezes é bem difícil achar esse meio termo e a acabamos nos dirigindo para um lado, mesmo que sem querer.

Pensei nisso depois do desabafo da minha mãe, que tinha dúvidas se a educação que tivéramos seria a mais adequada, já que sempre fomos orientadas para não-violência, não-ofensa e sempre respeitar as pessoas, independente de quem fossem ou do que
nos fizessem.
Mammy, é impossível educar alguém com regras diferentes daquelas nas quais você acredita.
Nunca nos transformaremos em outra pessoa só para ensinar um filho a viver. A gente educa com os valores que acredita, ensina o que a gente é.
E sempre, sempre mesmo, tenta fazer o melhor.

posted by Ale
12:15 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004

Sobre como as mães podem ser maldosas

Já comentei sobre a ingenuidade que parece fazer parte do pacote "Ser mãe".
Agora, eu queria contar uma historinha sobre o outro lado da moeda.

Marina sinaliza com o dedo médio levantado.
Por um milésimo de segundo, vêm um turbilhão na minha cabeça:
Meu Deus, onde a minha filhinha aprendeu esse gesto obsceno?
Com a gente não foi, porque nunca faríamos uma coisa dessas na frente delas!
Temos sempre o cuidado extremo de esquecer os palavrões.
Depois dessa, penso, até perdi a fé na humanidade.

Refeita do choque, segundos depois, pergunto:
- O que é isso, minha filha?
A pequena suposta infratora responde cantando:
- É assim: "dedos médios, dedos médios, onde estão? Aqui estão!
Eles se saúdam, eles se saúdam..."

posted by Ale
3:34 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004

Sobre como as mães são ingênuas


Hoje encontrei numa loja, onde costumo comprar roupas e sapatos para as
filhotinhas, banquetas da Turma da Mônica.
Fazia tempo que eu já pensava em comprar apoios para que elas pudessem
alcançar locais mais altos. Cogitei até em encomendar numa marcenaria.
Até que vi, por acaso, nessa loja. Separei uma vermelha (na falta do rosa, é a
opção da Sofia) e uma azul e trouxe para casa.
Imaginei a carinha de feliz das duas quando pudessem lavar as mãos e cuspir
a espuma do creme dental, sem que ninguém precisasse ajudá-las. Ah, minhas
mocinhas.
A Marina e a Sofia amaram as banquetas. Nisso eu estava certa. Pegaram os
dois banquinhos e correram para o banheiro.
Fui atrás, para ver elas alcançando a torneira e tive uma surpresa.
Imaginem a cara da mãe iludida ao se dar conta que as duas tinham estacionado
as banquetas ao lado da minha prateleira de maquiagens e já estavam com os
cremes na mão.
Ai, ai. Mãe é assim mesmo.
Adora dar munição. E ser acertada em cheio.

posted by Ale
12:06 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004

Iogurte de bebe(r)


Eram 22 h e ela acordara às 7h30min. Imagina a canseira de quem passou o dia agitando. A Sofia já dormia. A irmã dela, porém, estava naquela clássica tps, que , para quem não conhece, é a Tensão Pré-Soninho.
Pedia um brinquedo, aí queria outro que se encontrava em outro canto distante da casa. Só o papai foi cinco vezes até a sala da tv. Queria comer, mas não aceitava nenhuma das alternativas oferecidas, nada de torta, fruta ou biscoito.
E isso que a Marina tinha jantado superbem.
Então, perguntei se não tinha sede. Fazendo muito dengo, ela só balançou a cabeça, afirmativamente.
Perguntei: Filhinha, você quer iogurte de beber?
Ela respondeu, com manha ensaiada: É claro que eu tenho que tomar um iogurte de beber, não tá vendo que eu sou um bebê?

posted by Ale
11:46 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

Mãe de Gêmeas - A história

Eu tinha 26 anos. Estava casada há 2 anos. Sempre gostei de crianças, mas o meu instinto maternal não era tão desenvolvido, não. (na verdade nunca pensei que eu fosse amar tanto assim minhas filhas, eu não sabia o que era amor incondicional).

Resolvemos ter um bebê em setembro de 99. O relógio biológico falou mais alto e achamos que era hora. Parei com a pílula em outubro. Em novembro, fiquei mestruada, normal. Em dezembro, fui consultar, porque achava que poderia estar grávida, mesmo sem ter completado um mês da última mestruação. Mas algo me dizia que eu já era mamãe. A gente sente isso. Se sente diferente, especial. "Cheia de graça". A médica, claro, me achou muito apressada, nem quis examinar, e mandou que esperasse a menstruação atrasar para fazer o teste. Então, eu pedi a requisição "para fazer o teste no próximo mês". Claro que eu não agüentei, saí do consultório e, no outro dia cedinho, em jejum e com a requisição na mão, corri para o laboratório. O teste só ficava pronto à tarde e eu estava morrendo de curiosidade. Fui ao laboratório buscar e depois ao trabalho do meu marido para abrirmos juntos. Eu estava confiante. Ao recebermos o "positivo" o Du começou a chorar e beijar a minha barriga. Foi tão lindo. Contamos para toda família na noite de Natal. Minha mãe e sogra choraram muito. Todos choramos. Dei uma caixinha de música para elas com uma cópia do exame "positivo". Que presentão...E foi assim, tão fácil, tão especial. Eu falei; "Ano que vem, no Natal , ele ou ela já estará conosco." Minha irmã mais velha disse: "Ou eles, né?" Eu nem cogitei a hipótese de gêmeos.

Só que no mês seguinte, tive uma hemorragia. Fui até a médica e ela não conseguia ouvir o coração. Me mandou urgentemente para a ecografia. Entrei sozinha, chorando. O Eduardo ficou na recepção. Já no exame, o coraçãozinho estava batendo normalmente, foi emocionante ouvi-lo bater pela primeira vez, ainda mais que eu, deitada, chorava muito, achando ter perdido meu bebê. Então, a médica resolveu verificar bem no útero, o que havia acontecido para a hemorragia ter acontecido. Ela parou em uma "manchinha": Você sabe o que é isso? Um hematoma?, eu perguntei. "É mais um bebê...são gêmeos!" Bom, eu que já estava no choro de tristeza por achar que tivera perdido o nenê, depois chorava de emoção por ouvir o coração do meu filho, agora derramava lágrimas por ter dois filhinhos na barriga. Era muita emoção junta. Pedi para chamar o meu marido.

O Du chegou e a médica disse: parabéns, são trigêmeos! Ele começou a passar mal, afrouxar a gravata e tudo. "Não te preocupa, são só dois!" foi a resposta dela.

Demoramos a acreditar que teríamos dois nenês, nunca esperamos por isso. Foi uma surpresa e tanto. Mais tarde, fiquei sabendo que as tias da minha vó tiveram gêmeos. Uma relação bem distante.

Foi difícil no início, especialmente para mamãe de primeira viagem, insegura. Mas é a melhor coisa do mundo ter a Sofia e a Marina, saudáveis e amadas ao meu lado.

E ter a certeza que ser mãe dupla é um experiência única e maravilhosa.


posted by Ale
12:23 PM
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004

Vaidade: muito e nada

Marina olhava um ponto na minha perna.
A pergunta foi inevitável.
- O que é isso, mãe?
- São varizes, filhota.
- E quando eu crescer eu também vou ter raízes?

(momento divã:
acabo de chegar à bizarra conclusão de que a
minha corujice é astronomicamente maior que a minha vaidade
)

posted by Ale
5:39 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004

Vidinha mais ou menos

Estou de volta e bem pilhada. Que delícia sair uns dias, curtir full time as filhotinhas e o maridão!
A verdade é que apenas onze dias de férias, no bem-bom da praia e o povo aqui já se acostuma. Ô meu Deus, como diz a minha sábia comadre Aninha, com coisa boa a gente acostuma rapidinho.
Então, depois de toda essa sombra e água fresca, em casa, geladeira implorando por um super mercado, decidimos jantar fora.
Arrumando as duas pequenas, fui buscar uma sugestão de cardápio com a Sofia.
- Sô, o que você quer comer hoje?
Ela pensou um segundo e disse.
- Ah, camarão e cerejas.

posted by Ale
5:07 PM
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