Quinta-feira, Julho 31, 2003
Mãe boba
Ontem à noite, depois das filhotinhas adormecerem,
cobri as duas, e fiquei ali, fazendo carinho e curtindo
aquele momento. Então, fiz o meu caminho noturno de busca pela casa:
peguei as duas canequinhas do Snoopy, que estavam
com leite pela metade em cima da cômoda, recolhi
as pantufas de cachorrinho que haviam sido atiradas
num canto, os meus colares que faziam parte da brincadeira
antes do soninho. Levei as duas toalhas da Hello Kitty para
a lavanderia e as duas meia-calças que estavam no chão.
E ainda guardei a Baleia e o Golfinho jogados por ali. Faxina dupla.
Pensando no próximo dia, lavei as duas merendeirinhas, coloquei
biscoitinhos de chocolate alpino (que a Sofia adora) e de morango
(preferidos da Marina), alguns com os desenhinhos favoritos delas:
passarinho, elefante, gatinho e pato, e ainda
bananinhas e um chamyto para cada uma, com um sorriso, pensando
que elas iriam adorar o lanchinho do outro dia.
Organizei as roupinhas para a escola: dois vestidinhos de coelho, um
creme e um bordô, dois casaquinhos nas cores contrárias, meia-calça
branca, botinhas e dois casacões para proteger do friozinho da manhã.
Agora, estou aqui, pensando que carinho de mãe é assim: adormecem
meio à bagunça e alegria, dormem no berço com muitos carinhos ,
vão para a Escolinha enroladas num abraço e levam beijinhos de lanche.
posted by Ale
12:29 PM
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Quarta-feira, Julho 30, 2003
Fase dos porquês
Até entendo alguns acontecimentos que fazem parte da vida de gêmeos
e têm uma explicação científica: dormirem para o mesmo lado, virarem
para o mesmo lado durante o sono, um ficar doente logo após o outro,
um ficar doente se não ganha o brinquedo ou a roupa igual do outro.
Agora o que eu não posso entender e nunca vou conseguir saber é:
por que elas sempre perdem o brinco do mesmo lado?
por que sempre têm os machucadinhos nos mesmos locais?
por que os mosquitos sempre picam exatamente no mesmo local
da Sofia e da Marina?
posted by Ale
11:53 AM
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Terça-feira, Julho 29, 2003
Porque acreditamos em anjos
(um relato feito pela Sofia e pela Marina)
No dia do acidente de carro do papai, quando tínhamos 1 aninho e 8 meses, estávamos
na sala com a mamãe. De repente, começamos a mostrar perto da parede, dizendo
que havia um anjo. A mamãe achou que estivéssemos só brincando, apenas estranhou que nós duas
seguíamos com o olhar na mesma direção, como se algo andasse. Então, começamos a
conversar com "aquilo". Falamos, como se estivéssemos repetindo:"O papai está bem" e "ele volta logo".
Mamãe sabia que o papai estava viajando, mas não fazia idéia de que, há mais de duas horas,
ele batera contra um caminhão e que não sobrara nada do seu carro.
Meia hora depois, a Vânia, mamãe do nosso amigo Arthur, ligou e contou tudo para a mamãe, mas ela ficou calma:
o anjinho já havia avisado que o papai estava bem.
posted by Ale
11:10 AM
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Segunda-feira, Julho 28, 2003
Na idade
As meninas começaram a questionar coisas.
Perguntam o que é isso, o que é aquilo.
Viram algo no rosto da vó Neusa e perguntaram.
São rugas, ela disse, porque a vovó está ficando
velha. Elas responderam: Ah, vovó, eu te amo mesmo
assim.
Também perguntaram para a vó Ia, o que era aquilo na
mão: é ruga, a vó tá cheia de rugas, olha só. Isso é coisa
de gente velha. A Marina pensou em confortar a vó:
Olha vovó, aqui tem umas ruguinhas bem novinhas...
Mas, o melhor é a minha vó, vó Elydia. Não gosta e nem
deixa que a chamemos de "bisa". Deus a livre, ela se sente
muito velha assim. E, cá para nós, com seus 76 anos,
é uma das pessoas mais jovens que conheço: alegre, alto astral,
tem sempre uma delícia e um colinho para oferecer. Adora passear.
A gente resolveu a questão do nome: ficou vovinha. Bisavó é velha.
A minha vovinha está na flor da idade.
posted by Ale
1:38 PM
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Quinta-feira, Julho 24, 2003
As meninas e a lua
Tenho que confessar, sou apaixonada pela lua e
acredito que tenha passado esse sentimento para
a Sofia e a Marina.
Quando viajamos à noite, a disputa é para ver quem senta
do lado em que ela aparece.
Também gostamos de acompanhar o surgimento das
estrelas, que ,como a Sô e a Nina dizem, são as
"amiguinhas" da Lua. Agora, elas reconhecem até Vênus.
Estão se achando experts nas fases do astro prateado
e, às vezes, até se excedem nas explicações.
Era noitinha e uma amiga estava se despedindo da
gente, no portão da nossa casa.
Ela comenta: Olha a lua cheia!
A Sofia, mais que depressa: Não é cheia, é lua crescente.
Cada dia eu tenho mais certeza, elas são o centro do meu
universo.
posted by Ale
4:23 PM
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Quarta-feira, Julho 23, 2003
Papai de Gêmeas
O Eduardo tem ganho pouco espaço no
blog da Sofia e da Marina. Para me redimir,
aí vão algumas passagens da vida do papai Du.
Quando elas eram pequeninhas, gostavam de
brincar de ser o papai. Então, uma dizia para outra
"eu sou o papai e vou para o escritório, você é a filhinha
e fica aqui chorando".
É ele quem dá as respostas "científicas" lá em casa,
do tipo: "O que é azul claro?" Eu responderia : é um
azul suave, mais fraquinho. Ele: " é um azul, com um
pouco mais de branco".
Hoje a brincadeira mais legal é arrastar as gravatas
dele e fazer de conta que é uma invasão de minhocas.
Quando ele chega do trabalho, é recebido com um
carinhoso "meu fofucho".
E essas são as últimas:
Sofia, acariciando o cabelo do papai:
Papai você é tãoooo imperador
Marina:
Papai, você é minha fatia de pão
posted by Ale
4:09 PM
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Terça-feira, Julho 22, 2003
A ambição da Marina
Ontem à noite, passeando pelo Higienópolis:
Que casa linda - comentamos
Eu queria uma casa assim - Marina
Mas, tu já tens uma casa - disse o Papai
É, mas eu queria uma nova
Mas, a tua casa é nova, filha
Papai, você não entende: eu queria uma cidade
posted by Ale
1:17 PM
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Segunda-feira, Julho 21, 2003
As relações exteriores
Estou feliz com a adaptação da Sofia e da Marina
na escolinha. Ficava meio triste em ver as outras
crianças mais sociáveis e as minhas pequeninhas
daquele jeito, meio que bichinhos do mato...
Agora não posso mais reclamar. Ontem deram um
show de diplomacia no aniversário da madrinha Nadieska:
tomaram chá com as "senhoras", comeram churrasco,
distribuíram beijinhos e foram extremamente simpáticas.
A Marina, inclusive, participou da conversa da ala masculina!
Os créditos podem ir todinhos para a escolinha delas, porque
desde que elas têm freqüentado às aulinhas, as nossas saídas
estão bem mais prazerosas e voltamos para casa, felizes e interagidos.
Para completar, ainda descobri que elas possuem um maravilhoso jogo
de cintura: viram as tias discutindo qual o cabelo estava melhor
e pediram para elas não brigarem. Elas então decidiram colocar as
pequenas na saia justa e perguntar quem tinha o cabelo mais bonito:
- A Dinda Rosana - disse a Marina
- A Dinda Kat - disse a Sofia
O Itamaraty é aqui.
posted by Ale
1:29 PM
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Sexta-feira, Julho 18, 2003
Viver o presente
Acho que deve ser uma coisa de mãe, ficar
se perguntando se aproveitou bem cada fase
da criança, se culpando por achar que não.
Ontem à noite, a Sofia me mostrou
que estou perdendo meu tempo ao pensar
no que passou ou no que não vivemos ainda.
A Marina já havia dormido e nós duas estávamos
assistindo um filme, quando eu disse:
Sabia que depois de amanhã (sábado), a Mamãe
não vai trabalhar e poderemos bem grudadinhas?
Para meu espanto, ela me olhou muito preocupada:
Mas, você vai ficar comigo agora?
Vou, filhinha.
Oba, oba, oba!
Para que pensar em outra coisa com um presente
desses?
posted by Ale
1:40 PM
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Quinta-feira, Julho 17, 2003
Histórias da nossa cabeça
Não deve ser novidade para nenhum de vocês, pode soar até
como terrorismo para outros, mas acho que descobri a América.
Tenho conseguido convencer a Marina e a Sofia a fazerem
coisas que elas não querem, na base da historinha.
Tem aquela história da cárie, a básica: "Se não deixar a
mamãe escovar os teu dentinhos, a cárie vem e come um
pedacinho dele, porque quer comer a comidinha que ficou
em volta", dá certo.
Tem aquela da menina que não queria fazer xixi e a
bexiguinha começou a doer, doer, até que ela fez e
passou. (para quando ficam segurando demais)
E na hora de lavar o cabelo, ninguém quer ficar igual a Bruxa
do Mar (da Pequena Sereia), então é uma maravilha lavar
os cabelinhos das duas.
Elas adoram ouvir as histórias que conto a respeito de tudo,
participam, criam junto.
O único problema, é que esse feitiço às vezes vira contra o feiticeiro,
mas isso já é outra história.
posted by Ale
11:52 AM
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Quarta-feira, Julho 16, 2003
Tudo aos pares
A Sofia e a Marina sempre compram/ganham
brinquedos iguais (ou semelhantes). Até aí, tudo
bem. O problema é quando uma encontra um
brinquedo e a outra pergunta: Onde está o meu
desses? É mais ou menos assim:
A Marina vai brincar com a baleia e a Sofia quer
saber do golfinho.
A Sofia pega o seu óculos
cor-de-rosa e a Marina quer o dela, azul.
Então, ou você é rigorosamente organizada
e guarda tudo, mas tudinho, exatamente com
o similar, ou vai procurar, procurar, procurar.
Ser mãe de gêmeos é estar eternamente atrás
do par.
posted by Ale
12:27 PM
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Terça-feira, Julho 15, 2003
Revolta com a natureza
Sofia:
Por que essas árvores estão cheias
de espinhos?
Não são espinhos, filha, são os galhos.
É que todas as folhas caíram.
Marina:
Mas, que barbaridade!!!
posted by Ale
11:51 AM
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Segunda-feira, Julho 14, 2003
O barrigão de gêmeas
Quando a gente fica grávida, tudo o que mais quer
ver é a barriga crescer. Eu estava louca para ver a
minha. Com quatro meses, só aparecia o que a minha irmã
chamava de barriga de "melão" (pequena e redonda)
Bem, ela cresceu, cresceu, cresceu, cresceu muuuuuuuito.
E era pesada, mas durinha.
A médica disse: "o ruim de gêmeos, é que você não
sente os nenês mexerem". Claro que os bebês mexem:
eu sentia a Sofia praticamente se espreguiçar na minha
barriga, sentia os movimentos da Marina, bem mais delicados.
Porque isso tem relação com o tamanho do bebê, quanto maior,
mais se sente os movimentos.
Todo dia de manhã, eu colocava as meias Sigvaris e tenho que admitir:
não tive nenhuma estria.
Passava um óleo de amendôas que o Eduardo comprou,
de nome muito sugestivo para mim e as pequenas: Paixão.
Dormir era um pouco difícil, me faltava o ar,
e, para me virar, eu precisava de muito tempo. Acordava
bastante para ir ao banheiro. Tinha muita câimbra noturna.
Tive pré-eclâmpsia. Meus pés pareciam de elefante.
Mesmo assim, me sentia encantada, amada, realizada. Capaz de gerar
duas criaturinhas, que não sabia porquê, mas tinham decidido
vir juntinhas.
Foi tudo lindo. Depois do parto, já estava me sentindo quase normal.
Quando elas já tinham 10 dias, fui ao Cardiologista
fazer uma revisão e o porteiro da clínica me olhou e
soltou essa: É para quando?
posted by Ale
1:00 PM
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Sexta-feira, Julho 11, 2003
Coisas que só os gêmeos podem fazer
era o normal, quando mal falavam:
quem vem com a titia?
Marina: a Sosô!
Sofia: a Nina!
Eu coloco a Marina diante
do espelho e pergunto cheia de amor:
Quem é essa fofurinha?
Ela responde: é a Sosô.
Hoje, elas gostam de enganar quem não as conhece
e dizem os nomes trocados. Também trocam as roupas
com as cores favoritas para confundir quem já assimilou
essas informações. (suspiro...)
Sinto que vou ter um bocado de trabalho.
posted by Ale
4:10 PM
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Quinta-feira, Julho 10, 2003
Maternidade, o mundo animal
Estávamos passeando, alguém resolve puxar assunto e pergunta para a Marina:
Ah, que linda! Qual é o teu nome?
É Nina. (toda mimosa)
Como?
MA-RI-NA. (sem paciência)
Como?
É bicho morto. (...)
Elas adoram brincar de ser personagens de filmes,
pessoas que conhecem e até animais.
Normalmente, são os cachorros lá de casa ou
patinhos, pintinhos e gatinhos. E a gente
sempre acaba entrando na brincadeira.
Dia desses, eram vaquinhas. Brincavam na sala.
Me aproximei para abraçá-las e ouvi, estarrecida:
- Mamãe vacona!!
posted by Ale
12:41 PM
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Quarta-feira, Julho 09, 2003
Outro nome legal
A imprensa tem divulgado: se os gêmeos univitelinos
do apresentador Gugu Liberato forem do sexo feminino
vão receber os nomes de Sofia e Marina.
Sinceramente, não gosto nem um pouco da idéia.
Afinal, se minha vontade fosse que, ao se apresentarem,
minhas filhas escutasse um comentário do tipo:
"que nem as filhas do Gugu" (ou de qualquer outro famoso),
eu já teria escolhido um nome de filho de artistas, como
Sasha ou Enzo.
Essa infeliz coincidência me deixou muito triste.
Existem inúmeras combinações para gêmeos.
Espero, de coração, que ele mude de idéia.
posted by Ale
9:47 AM
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Terça-feira, Julho 08, 2003
Batizado da Sofia e da Marina, aos 4 meses.
Amém
Não sou religiosa, mas gosto de falar com Deus.
Acredito em anjos e, assim, me sinto protegida.
Esses valores eu procuro passar para a Marina e
a Sofia. Acreditar em Deus. Acreditar na proteção
dos anjos. É a minha forma de fazer com que
elas nunca se sintam sozinhas ou desprotegidas.
Mesmo quando eu não puder estar perto.
Mas acho que a maior oração é aquela que
busca agradecer. Eu sempre rezei assim.
Agradecendo.
Ultimamente, pensando nas minhas filhas,
na minha família, no meu trabalho e nos
meus amigos, eu continuo agradecendo.
Só que,agora, sempre com lágrimas nos olhos.
posted by Ale
11:59 AM
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Segunda-feira, Julho 07, 2003
Tudo azul no mundo cor-de-rosa
No universo infantil da Marina e a Sofia só existem duas cores:
azul e rosa. Desde o Natal, elas só querem coisas
nessas cores. Cada uma na sua cor favorita.
O maior sufoco é na hora de comprar as coisinhas delas:
Moça, gostei desse. Tem também em azul?
Se não tiver, parto para a próxima, porque tudo que entusiasma
é azul ou rosa.
Então, às vezes, quando o soninho bate:
Não tem cor-de-rosa nesse desenho... (meio chorando)
Aqui, filha.
Não, mamãe, esse é vermelho....
Mãe faz o que pode. Mas de vez em quando também dá um branco.
As últimas
Mamãe, deixa eu te contar uma historinha...
É da chapeuzinho azul.
Marina (de azul, com certeza):
Sofia: Os olhos do Papai são castanhos, os
da Mamãe são azuis e os meus são...
cor-de-rosa.
Sofia (de cor-de-rosa, claro!)
posted by Ale
12:20 PM
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Sexta-feira, Julho 04, 2003
Ritmo de vida
Desde pequeninhas, a Sofia e a Marina foram embaladas
pelas mais ecléticas trilhas musicais.
As canções favoritas das vovós eram as músicas de folclore:
"Terezinha de Jesus" e "Bicho Papão sai de cima do telhado" .
Já eu gostava de cantar "Carinhoso" e "Amor I love you"
até nas madrugadas. A babá já trazia os hits do momento
como "Olha a Onda", "Maionese" e para sinalizar uma
troca de fralda mais cheirosa, o tema era "Isso aqui é bomba!",
que acabou virando um clássico lá em casa.
Hoje elas adoram música. É comum ver a Sofinha cantando
os temas da Bela Adormecida e a Marina, de
repente, começar a cantar uma música da Xuxa.
Todas as épocas foram marcadas por trilhas sonoras especiais.
Tempos atrás, ouvíamos muito chorinho.
Hoje (que bom!) o ritmo é outro.
posted by Ale
12:10 PM
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Quinta-feira, Julho 03, 2003
Vovó é mamãe com açúcar
- A Marina fala com a vovó Neusa no telefone. Ela larga
o aparelho, distraída como qualquer criança e eu pego a
vovó em flagrante: "...aí, Nina, você diz para a mamãe
que quer vir aqui na vovó Neusa. Pede para ela para
este final de semana vocês viajarem para cá" (Ahá!!!)
- O papai me abraça e provoca a Sofia e a Marina:
"A mamãe é minha!" A Sofia fala para ele:
"Mas, papai, tu já tem uma mamãe! A vovó Ia é
a tua mamãe, ora."
Casa da vovó é lugar do sim. Tudo pode, e quando
você tenta colocar ordem na bagunça, ela ainda te
olha com aquele olhar. Isso mesmo, de reprovação.
Mas, não se preocupe. Deixe a vovó. Em casa, as
crianças voltam à rotina. Experiência própria.
Vovó nunca é açúcar demais. Ela faz bem à saúde.
posted by Ale
12:22 PM
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Quarta-feira, Julho 02, 2003
Baba baby - os nenês cresceram
(colaboração da Dinda Aninha)
Aquele bebezinho tão dependente agora está uma criança grande!
Além dos sintomas mais vísiveis como andar, falar,
não precisar mais de fraldas, existem as pistas mais fofinhas
para você perceber que o seu nenén já está crescidinho:
- elas já querem tomar banho sozinhas (eu "se" lavo, mamãe)
- elas ligam a tv e trocam os canais
- elas ainda podem dormir no seu colo, mas "sobram" pernas
para fora
- alcançam os interruptores e começam a brincar de "dia" e "noite"
- os vovôs malucos dão azeitona e elas tiram de letra o caroço
- escolhem filme sozinhas na locadora e você tem que assistir
15 x os TeleChobis (espécie de genérico dos teletubbies)
- começam a surgir perguntas do tipo:" Papai, o que é múmia?"
- escolhem a roupa delas e parece que todo dia é dia de festa junina
- começam a corrigir você e até os dindos com coisas do tipo:
"isso não é uma almofada com agulhas, dindinho, é uma antena"
(no jogo do site do Sítio do Pica-Pau amarelo)
- você é acordada com um beijinho e um "eu te amo, mamãe"
posted by Ale
1:46 PM
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Terça-feira, Julho 01, 2003
Coisas que eu não entendia
Ás vezes ser otimista também é péssimo. Falo
no sentido de gerar expectativas. Eu, por
exemplo, sempre achei as gestantes umas
eternas insatisfeitas. Imagina: carregavam um
bebê na barriga e, mesmo assim, andavam com
ar cansado e não raramente reclamando que
têm enjôo, que mexeu demais, que não nasce...
Puxa vida, as pessoas nunca estão contentes.
Eu imaginei que seria uma grávida feliz, alto astral, ativa.
Outra imagem difícil de assimilar: as mães
empurrando os carrinhos na rua, com aquele
olhar fixo. Nossa! Pareciam uns zumbis!
Todo mundo ao redor muito feliz e elas
com essas caras? São insatisfeitas mesmo
essas mães.
Foi então que, grávida, descobri a verdade: a gente
está feliz, sim. Só que a gestante tem mesmo
enjôo (eu tive), tem muuuuito sono e uma série
de desconfortos que são físicos, não têm nada a ver
com os sentimentos em relação ao bebê.
As mães também estão felizes, mas elas não
dormem, não se alimentam direito, não podem arrumar
a casa (e recebem um monte de visitas), não
podem se cuidar nem um pouquinho. Também
precisam dar atenção ao marido e à família.
Pensam no seu futuro profissional.
Sem contar que estão tendo contato com um
mundo diferente. Assim como o bebê, elas
estão em fase de adaptação e como toda
adaptação, pode gerar conflito e até sofrimento.
Hoje eu sei que se fosse fácil, a presença
da avó não seria tão importante e não existiriam tantas
referências bibliográficas sobre o assunto.
Também sei que as fases passam. Todos se adaptam.
E quer saber de uma coisa?
Continuo otimista. Péssimo é não ver o lado bom
das coisas.
posted by Ale
1:07 PM
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